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Vida longa e próspera.

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  O que você faria se pudesse viver 20 anos a mais? E 60? Que tal mais 420 anos? Avanços cada vez mais acelerados na ciência da longevidade devem começar a trazer resultados práticos num futuro muito próximo, reinventando a nossa maneira de vivemos e organizamos nossas vidas pessoais e nossas carreiras, transformando a sociedade de uma forma radical no processo. Calcula-se que por volta de 2035 existe uma possibilidade real de que se atinja a velocidade de escape terminal, um ponto onde o aumento da expectativa de vida vai acontecer mais rápido do que o nosso envelhecimento, o que criaria a possibilidade de que nos tornássemos amortais – e não imortais, porque eventos inesperados como acidentes ainda poderiam causar o fim antecipado das nossas vidas. Um dos maiores passos na direção de encontrar uma forma de combater o fim precoce das nossas vidas foi entender quais são as causas do nosso envelhecimento. E eles são muitos!  Entre elas estão a instabilidade genômica, o encurtamento dos

Direto da podosfera: Gui Rangel no podcast Future Hacker!

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  Tem entrevista comigo no fantástico podcast Future Hacker, com a condução impecável e provocadora do grande André Chaves. Para quem não conhece, o Future Hacker é uma parada obrigatória para qualquer pessoa que estiver interessada nas vozes mais influentes e interessantes do mundo do futurismo, da inovação e de tudo que diz respeito aos desafios que a humanidade enfrenta e vai enfrentar. Espero vocês lá. Não percam! Spotify: https://spoti.fi/3hoLdMW Google: https://bit.ly/3jyqid5 Apple: https://apple.co/3dwX9LI Deezer: https://bit.ly/3jtL5hP TuneIn: https://bit.ly/3644JcA

O Dilema da Informação.

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Não foi a primeira – nem a última vez – que uma situação como essa acontecia. A empresa me contratou para fazer um mapeamento de cenários futuros para os seus executivos. Objetivo era ajudá-los a entender quais eram as tendências no mundo da ciência, da tecnologia e em outras áreas do conhecimento humano que têm o potencial de transformar o mundo em que vivemos – e reinventar os nossos negócios no processo. A sua ambição era de tornar sua organização à prova de futuro – ou “future proof”, como gostam de dizer na gringa – e prepará-la para agir de forma proativa e não reativa na construção da sua jornada em direção ao amanhã. Depois de muita pesquisa e alinhamento com a equipe responsável pelo projeto, chega o dia da apresentação – a minha parte favorita do processo porque é a hora em que você consegue sentir o pulso das pessoas envolvidas se acelerando e os seus olhos se abrindo. É a hora que a informação se transforma em questionamentos e reflexões. A sessão de perguntas e respostas c

Afinal, precisamos de um Dia Internacional da Mulher?

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  Precisamos acabar com o Dia Internacional da Mulher. Como é que, em 2021, ainda precisamos de um dia para motivar a luta pelos direitos das mulheres? É absurdo que razões para que o Dia Internacional da Mulher exista estejam tão presentes na nossa sociedade em pleno século XXI! É absurdo que mulheres ganhem menos do que homens, ocupem menos posições de liderança e demorem muito mais – e precisem alcançar muito mais – para evoluir nas suas carreiras. É um absurdo que elas tenham que viver uma dupla jornada. É ainda mais absurdo que elas tenham dificuldade de acesso à educação e direito sobre seus corpos e sobre os seus destinos. Por isso, precisamos acabar com essa data. E a melhor maneira de fazer isso é as que as razões para que ela exista deixem de estar presentes. É torná-la obsoleta. Isso já está acontecendo: mundo está mudando, mas não rápido o suficiente. Só para se ter uma ideia, segundo a Goldman Sachs, no ritmo atual vamos precisar de 100 anos para que os salários das mulher

Nem Utopia, nem Distopia. Prepare-se para viver a Mixtopia.

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“Para cada problema complexo há uma resposta clara, simples e errada” ―   H. L. Mencken Faz parte da natureza humana buscar explicações simples e definitivas para as grandes questões que dizem respeito à nossa existência. Nos traz conforto e segurança. Quando o assunto é visualizar o futuro, essa afirmação parece fazer ainda mais sentido: a maior parte das descrições de cenários futuros tendem a descrever o nosso amanhã como algo fundamentalmente uniforme, homogêneo. Este tipo de descrição se torna mais palatável para a mente humana, desenhada para rejeitar o imprevisível e o complexo. e que são bombardeadas por uma quantidade tão grande de informação que alguma forma de ordem e previsibilidade se torna não apenas desejável, mas necessária para reduzir nossa ansiedade.  Os grandes cenários que descrevem futuros se encaixam em duas grandes categorias: utópicos ou distópicos. A Utopia é o cenário preferido de uma boa parte dos futuristas. Ela descreve a ascensão de uma sociedade de quali

A vida em 2031: uma mensagem de quem já está lá

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(Este texto foi publicado originariamente no blog da Palestrarte , a empresa de palestras que me representa há mais de 10 anos - começamos nossa parceria em 2020!) Caro cidadão do mundo em 2021, espero que esteja bem. Me convidaram para escrever um texto sobre a década que terminava. Decidi escrever uma mensagem daqui, de 2031, para as pessoas que estavam começando o ano de 2021, que agora nos parece tão distante, e contar um pouco sobre o que as esperava. Hoje, aqui no futuro, é um dia especial: estou saindo de casa para uma reunião presencial. Escrevo este texto de dentro de um veículo autônomo – e elétrico, claro – que chamei para me levar a um encontro com alguns executivos “old school”, que gostam de falar sobre o futuro do jeito que sempre fazíamos no passado: ao vivo, em um mesmo espaço físico. Reuniões assim são cada vez mais raras, já que a maior parte do contato de trabalho se dá de forma remota, usando ferramentas de realidade virtual e realidade aumentada que criam experiên

Eu, robô?

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Há alguns dias a Boston Dynamics divulgou esse vídeo fantástico, onde seus robôs Atlas, o robô canino Spot e o estranhíssimo Handle dançam ao som da música "Do You Love Me" da banda The Contours. É impossível assistir à performance e não terminar com um sorriso nos lábios. O único problema do vídeo foi constatar que os robôs dançam muito melhor do que eu. (Não que isso seja uma proeza). Mais do que uma demonstração do que os robôs são capazes, o que mais impressiona é a velocidade com que estão se desenvolvendo. Não faz muito tempo que ficávamos boquiabertos com vídeos do mesmo Atlas pegando caixas de papelão do chão e andando por uma sala. E esse é só o começo. Recentes avanços nas áreas de Inteligência Artificial e Robótica indicam que, mais cedo ou mais tarde, todas as atividades humanas têm o potencial de serem replicadas - e até superadas - por nossas criações. Mas será que precisamos de robôs que dancem melhor, que escrevam melhor ou façam músicas mais contagiantes do q

2021

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Que saudades de quando o futuro era mais previsível... Lembra quando era possível fazer planejamentos a longo prazo e eles até funcionavam? 2020 turbinou uma tendência que já estava acontecendo mas não conseguíamos - ou queríamos - enxergar: a de que a nossa realidade está mudando cada vez mais rápida e que o futuro não é nada homogêneo.   É como se as transformações tivessem tomado esteróides e seu ritmo alucinado tivesse deixado para trás uma sociedade quase sem fôlego.   Mas, depois de ficar para trás na largada, chegou a hora de recuperar o terreno perdido e nos tornarmos protagonistas desta jornada.   Essa virada de ano marca a passagem símbólica para um novo momento da nossa história onde não são mais os maiores ou os mais fortes que vão sobreviver e prosperar, mas aqueles que são capazes de se preparar e se adaptar às mudanças.   Um momento onde imaginação, ousadia, criatividade, resiliência e flexibilidade se tornam tão importantes quanto o ar que respira.   Sejam bem-vindos ao

As Ruas de Dubai e as Tecnologias Invisíveis.

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Em 2005 eu me mudei para Dubai. Ao chegar não fazia a menor ideia de que aquela aventura iria se transformar em mais de uma década de vida no Oriente Médio. Uma jornada cheia de experiências únicas e extraordinárias. Uma das mais marcantes aconteceu um pouco depois da minha chegada. Logo que cheguei, aluguei um carro e passava um bom tempo me aventurando pelas ruas e avenidas do emirado. Lembro que, no começo, uma das partes favoritas era olhar para as placas de trânsito, que estavam escritas em inglês e em árabe! No início aquelas placas escritas numa língua exótica, indecifrável, eram um símbolo poderoso da experiência única que eu estava vivendo, um lembrete da distância enorme que me separava da minha vida anterior e que parecia me mandar uma mensagem clara: olha só onde você veio parar, Guilherme! Mas, eis que a natureza humana entra em ação e, depois de algumas semanas, a novidade foi perdendo o seu impacto e eu me dei conta que já não registrava a parte que estava escrita em ár

Os Cisnes Negros e os Rinocerontes Cinzentos

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Para descrever a chegada da pandemia de coronavírus, é comum chamá-la de “Cisne Negro”, conceito criado por Nassim Nicholas Taleb para descrever eventos imprevisíveis, raros e catastróficos que afetam o nosso pálido ponto azul de tempos em tempos. A Primeira Guerra Mundial, o Crash da Bolsa de 1929, os ataques terroristas de 11/09 e a Crise Econômica de 2008 são exemplos que se encaixam perfeitamente nesta categoria. A Pandemia causada pelo COVID-19 não. O próprio Taleb desfaz a ideia de que este evento é um Cisne Negro. Não só ele, mas também Bill Gates, Barack Obama, Laurie Garrett, e outros, já haviam compartilhado com o mundo anos atrás, com grande precisão, a crise que estamos passando.  A Pandemia, da forma que aconteceu, é um tipo de evento que já havia sido retratado de forma muito precisa em livros de ficção e não ficção, artigos científicos e até mesmo filmes. São narrativas que descrevem como os primeiros alertas podem ser ignorados e ações relativamente simples de contenção